Hermez
Agente de memória persistente que guarda o que a casa decide e por que decidiu, e devolve isso na hora em que a pergunta volta.
De onde veio
A Netz decide junto, em call e no chat. Dias depois ninguém lembra o que foi decidido nem por quê, a dúvida volta e a discussão recomeça do zero.
O Hermez nasceu para guardar o que a casa decide, junto com o porquê, e devolver isso na hora exata em que a pergunta reaparece.
Na bancada
A memória mora em arquivo de texto e entra no contexto do agente a cada turno, sem ninguém precisar pedir. São dois alvos: o perfil de quem está falando e os fatos do projeto.
O próprio agente decide quando gravar, e pode acrescentar, substituir ou apagar. Para o que ficou mais antigo, existe busca sobre as sessões passadas.
A decisão de escopo veio cedo: tarefa transitória, commit e pendência do dia ficam de fora. Entra só fato estável, do tipo que evita uma pergunta repetida.
Onde isso serve
Serve para time que perde decisão em conversa e quer a recuperação acontecendo sozinha, no momento da dúvida.
Funciona bem em equipe pequena, com decisão democrática e pouca burocracia. Escala no dia em que a memória é tratada como fonte da verdade em vez de registro de tudo.
O que aprendemos
Escopo antes de armazenamento. Agente que guarda tudo recupera ruído, e o útil some no meio. A régua prática que adotamos: se a informação não vai impedir uma rediscussão daqui a trinta dias, ela não entra.
Injeção automática vence busca ativa. O agente vê o contexto já no prompt e usa sem ninguém pedir. No dia em que a memória exige um "lembre-se de que", ela já falhou.
Substituir vence acumular. Trocar o registro antigo mantém a memória enxuta, e só acrescentar transforma ela em lixeira. Apagar o que envelheceu faz parte do desenho.
O que ainda está aberto
Falta avaliar busca semântica sobre a memória, que hoje entra inteira no contexto. Falta também um critério automático de expiração para fato velho, e um teste em time acima de cinco pessoas para descobrir onde a injeção no prompt satura.